Família de adolescente diagnosticado com escoliose e cifose busca ajuda para manter tratamento
A família de Luan Moraes, de 13 anos, está mobilizando uma campanha solidária para arrecadar recursos que ajudem a custear seu tratamento de saúde. Filho de Vandreia Marques dos Santos e Leonir Moraes, o adolescente, natural de Barros Cassal e residente em Soledade, foi diagnosticado com escoliose e cifose no dia 6 de maio de 2026, após apresentar sintomas que preocupavam a família.
Segundo a mãe, Vandreia Marques dos Santos, tudo começou quando o filho passou a sentir fortes dores nas costas e falta de ar. Além disso, atividades simples, como se abaixar, passaram a causar muito desconforto. "Ele sentia muita falta de ar e dor nas costas. Quando se abaixava, sentia muita dor. Foi então que procuramos atendimento médico e descobrimos o problema", relata a mãe.
Atualmente, Luan convive com dores frequentes e dificuldade para respirar, sintomas que afetam sua rotina diária. Para controlar a evolução da doença e melhorar sua qualidade de vida, ele realiza acompanhamento médico e fisioterapêutico em Passo Fundo.
O tratamento é acompanhado pelo Dr. Luiz Gustavo e pelos fisioterapeutas Márcio e Bernardo. Há cerca de um mês e meio, o adolescente realiza sessões de fisioterapia duas vezes por semana, além de consultas médicas periódicas e do uso de um colete ortopédico.
De acordo com a família, o colete precisa passar por ajustes constantes conforme a evolução do tratamento. A fisioterapia tem auxiliado na postura, nos movimentos, no alívio das dores e na melhora da respiração.
A principal preocupação da família é a possibilidade de uma cirurgia. Embora o procedimento possa ser necessário futuramente, ele envolve riscos e gera medo tanto em Luan quanto em seus familiares. "Está sendo muito difícil ver ele com dor e falta de ar. Vê nos olhos dele o medo da cirurgia. Ele ama jogar futebol e sabe que poderá ficar sem praticar o esporte durante um longo período. Isso nos preocupa muito", conta Vandreia.
Além do impacto emocional, os custos do tratamento representam um grande desafio. Atualmente, a família gasta cerca de R$ 700 por mês com consultas médicas, aproximadamente R$ 1.200 com fisioterapia e em torno de R$ 300 com deslocamentos e viagens para os atendimentos em Passo Fundo. Outro investimento importante foi a aquisição do colete ortopédico, que custou aproximadamente R$ 3.000.
A mãe explica que não é possível definir um valor total necessário, já que as despesas mudam conforme a evolução do quadro clínico e as orientações dos profissionais que acompanham o caso.
Apesar das dificuldades financeiras, Vandreia faz questão de destacar o apoio recebido através do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ela, o atendimento não foi encerrado e o suporte é prestado conforme os encaminhamentos e procedimentos disponibilizados pelo sistema.
"Eu só tenho a agradecer ao SUS e aos profissionais que nos atendem. Eles ajudam conforme o que o sistema disponibiliza e sempre fomos bem atendidos".
Mesmo com esse auxílio, a família ainda precisa arcar com diversos custos relacionados ao tratamento, como consultas especializadas, fisioterapia, deslocamentos e adaptações necessárias ao longo do acompanhamento médico.
Apesar das dificuldades, a família tem encontrado apoio em parentes, amigos e pessoas da comunidade. Com a ajuda recebida até o momento, foi possível adquirir o colete ortopédico e custear parte das sessões de fisioterapia.
Atualmente, a família reside em Soledade há cerca de oito anos. No entanto, mantém fortes vínculos com Barros Cassal, onde possui familiares nas comunidades de Linha Machado e Linha Praxedes. Outros parentes moram em municípios mais distantes, mas também têm contribuído dentro de suas possibilidades para ajudar no tratamento do adolescente.
Na residência moram três pessoas, e as despesas médicas têm afetado diretamente o orçamento familiar. "Nosso maior medo é não conseguir manter o tratamento. Os custos são altos e cada mês surge uma necessidade diferente. Mas graças a Deus muitas pessoas estão ajudando e cada contribuição faz diferença", afirma a mãe.
A ideia de buscar ajuda da comunidade surgiu por incentivo de amigos próximos, que acompanharam a preocupação da família diante das dificuldades financeiras. "Foi através de amigos que surgiu a ideia da campanha. Eles viram nossa preocupação e nosso desespero diante da situação e decidiram nos ajudar".
Vandreia também deixa um alerta para outros pais. "Se seu filho sentir alguma dor, procure um médico para investigar o que está acontecendo. Muitas vezes pensamos que não é nada sério, mas é importante buscar ajuda o quanto antes".
A força e a esperança de Luan
Mesmo enfrentando um momento difícil, Luan procura manter a esperança e a fé durante o tratamento. "Eu me sinto muito angustiado porque não sei se o tratamento vai dar certo ou não, mas tenho muita fé. Vou dar muito orgulho para o meu pai e para a minha mãe."
O adolescente conta que uma das situações mais difíceis é ver o sofrimento dos pais. "O que mais dói é ver meus pais chorando pelos cantos porque não sabem se vão conseguir pagar meu tratamento. Principalmente minha mãe, que muitas vezes não consegue dormir".
Nos momentos em que não está em consultas ou sessões de fisioterapia, Luan gosta de jogar futebol, estudar e ajudar a mãe nas tarefas de casa.
Agradecimento
Para as pessoas que estão colaborando com a campanha, ele deixa uma mensagem de gratidão. "Quero agradecer a todos que estão ajudando. Que Deus abençoe imensamente cada pessoa que está contribuindo".
A família segue contando com a solidariedade da comunidade para que Luan possa dar continuidade ao tratamento e tenha a oportunidade de enfrentar a doença com mais qualidade de vida e esperança para o futuro.
Como ajudar
Quem desejar contribuir com o tratamento de Luan pode realizar uma doação através da chave Pix:
Chave Pix (CPF): 028.091.470-94
Nome: Vandreia Marques dos Santos
Qualquer valor é bem-vindo e ajudará a família a custear despesas com consultas, fisioterapia, deslocamentos e demais necessidades do tratamento. A família agradece o apoio, as orações e toda a solidariedade que vem recebendo da comunidade.
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